Campanha de prevenção contra Hepatite é foco de ação


Os rotarianos que fazem parte do Rotary Club de Marília-Pioneiro, no Distrito 4510 do Rotary International, na região centro oeste do interior do Estado de São Paulo realizaram neste último final de semana, importante atividade em colaboração com a Secretaria Municipal da Saúde, no trabalho de prevenção contra a Hepatite B e C e sífilis. “Nosso trabalho foi o de reunir pessoas da comunidade com interesse em saber se estão com as doenças ou não”, disse a presidente do clube rotário mariliense, que reuniu os rotarianos das 9 as 16 horas de sábado, no centro comercial da cidade, próximo ao Terminal Rodoviário Urbano, quando 161 testes foram realizados e nenhum caso foi diagnosticado. “Foram encontrados nove casos de sífilis”, apontou a presidente.

Durante a atividade os rotarianos organizaram as filas, atraiam interessados, distribuíram panfletos, acomodaram o pessoal de trabalho e ofereciam suporte aos participantes. “Tínhamos cinco enfermeiras realizando os exames e outros cinco na triagem”, comentou a cirurgiã dentista, Sandra Aparecida de Souza Craveiro Tavares, que esteve durante o tempo todo auxiliando os profissionais da área da saúde. “Criamos uma condição para que o procedimento fosse ágil, rápido e funcional”, comentou a empresária Vera Lúcia Marques da Costa, que também colaborou como rotariana. “Muita gente demonstrou interesse, principalmente o pessoal com mais idade”, constatou o jornalista Márcio Cavalca Medeiros que manteve contato direto com o pessoal que transitava no local. “Diante do interesse o pessoal esperava tranquilamente a vez de ser atendido”, completou a empresária Mayra Di Manno, que orientou o acesso do pessoal aos exames.

Esse trabalho desenvolvido pelos rotarianos é numa parceria com a Associação Brasileira de Portadores de Hepatite (ABPH), que é uma organização não governamental com objetivo de ser uma fonte de ajuda e informação para portadores de hepatite. “Nosso principal foco é divulgar informações para a comunidade sobre a existência da doença, assim como as causas e consequências”, disse o rotariano e médico Humberto Silva, presidente da ABPH. “Adquirimos uma grande quantidade de testes, e queremos chegar nos 3 milhões de testes, e identificaremos 45 mil portadores em 3 anos”, calcula o dirigente que é portador de Hepatite. A parceria com o Rotary International no Brasil, visa disponibilizar esses testes para qualquer clube rotário interessado. “Além disso, oferecemos acesso para tratamento e cura dos portadores de hepatite, por meio de diversas ações sociais”, comentou Humberto Silva, ao agradecer o envolvimento rotário na campanha.

A hepatite B, a mais comum, é uma doença transmitida por vírus e que causa irritação e inflamação do fígado. No Brasil, estima-se que 15% da população já foi contaminada e 1% é portadora crônica da doença. A hepatite B é causada pelo vírus B (chamado também de VHB). Uma vez dentro do organismo humano, o vírus ataca as células do fígado e começa a se multiplicar, levando à inflamação do órgão. As formas de transmissão do vírus B são: sexual, sanguínea e vertical. A hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), pois pode ser transmitida de pessoa a pessoa por meio do contato com sêmen, saliva e secreções vaginais durante relação sexual desprotegida. A transmissão sanguínea ocorre por meio do compartilhamento de seringas com sangue contaminado, que é uma prática comum entre usuários de drogas injetáveis, em acidentes com material perfurante contaminado, por meio de pequenos ferimentos presentes na pele e nas mucosas, hemodiálise, por transfusão de sangue - principalmente quando a contaminação acontece do doador de sangue para o receptor.

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